Busca por palavras

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A Importância da Apologética Cristã

Como já disse em minha postagem anterior, vivemos tempos trabalhosos, assim diz a Escritura:

“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade.” (2 Timóteo 3:1-7).



Você percebeu alguma semelhança com os dias atuais? É, a Palavra de Deus é infalível. O principal problema relacionado a esses tempos trabalhosos é o pecado, que leva o homem à rebelião contra seu Criador, contra seus princípios e vontade, levando este homem a uma vida problemática e a uma futura condenação eterna inevitável, ao não ser pela graça de Cristo, que morreu em nosso lugar e ressuscitou, provando-nos que sua Palavra é verdadeira. Crendo em Cristo, nossos pecados são perdoados e temos a oportunidade de crescermos em Cristo, de gória em glória (1 Co 10.31), em direção à estatura de varão perfeito, como Cristo é enquanto homem (Ef 4.13). O homem religioso, que pode ter até aparência de piedade, mas negando a eficácia dela (2 Tm 3.5), tem como prioridade a satisfação de seus desejos, de suas necessidades, e não o crescimento na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo (2 Pe 3.17,18), ou em fortalecer-se no Senhor e na força de seu poder(Ef 6.10). Ele quer o Jesus salvador, mas não o Jesus Senhor. Ele quer ser cabeça e não cauda, mas ignora o mandamento apostólico de buscar as coisas humildes e não as altas (Rm 12.16). Ele quer ser curado, mas não quer admitir que Deus é soberano (2 Co 12.9). Quer o melhor desta terra, mas deixa de lado o mandamento bíblico de ajuntar os tesouros dos céus e não os da terra (Mt 6.19-21). Em contraste com este homem, que não conhece a Cristo e não é conhecido dele (Mt 25.12), há o homem que foi transformado pela graça de Cristo e que faz exatamente o contrário do primeiro, pois tem aparência de piedade e é piedoso de fato (1 Jo 2.21), tanto que prova isto experimentando uma transformação autêntica (Tg 2.26). Este segundo homem prioriza a vontade de Deus, assim como Cristo fez (Mt 26.42). Ele sabe que as dádivas espirituais em Cristo são melhores que as terrenas, mas não as despreza, sabe pô-las em seu devido lugar (1 Tm 6.10). Ele sabe que acima dele está o Senhor do Universo e que temos autoridades acima de nós que devemos respeitar (1 Pe 5.6; Rm 13.1). Enfim, este segundo homem não possui méritos próprios, logo nunca será reconhecido pela maioria como o maior, o melhor, o astro, o grande, ou outros títulos dados aos que falam o que o homem não transformado quer ouvir (2 Tm 4.3).


Você deve estar se perguntando: o que essa falação toda tem a ver com Apologética Cristã?
 E eu digo: tudo e mais um pouco. O vocábulo “Apologética“ é uma derivação do vocábulo “apologia”, que vem do grego απολογία e significa “defesa verbal”. A apologética teve importante papel na história da Igreja Cristã, já que sempre houve ataques de fora ou mesmo heresias em seu seio, assim as defesas da Sã Doutrina foram fundamentais para a formação das doutrinas como as conhecemos hoje. Assim alguns nomes como Ário, Montano, facções citadas por escritos apostólicos, como os “da circuncisão” por Paulo, e heresias combatidas como o gnosticismo, já por João e posteriormente pelos Pais da Igreja nos séculos diretamente posteriores à ascensão de Cristo puderam ser combatidas e a saúde doutrinária da Igreja, preservada. A Apologética Cristã nasceu da necessidade dos cristãos de defenderem a Fé Cristã de ataques de dentro e de fora, por meio de uma argumentação racional que abriu o caminho para a sistematização do conhecimento bíblico, ou seja, para a Teologia Cristã.

Considerações Importantes sobre a Defesa do Evangelho

1 - Dar nome “aos bois” às vezes é imprescindível:
Infelizmente, por vezes não adianta apenas dizer que um ensino está errado ou que segui-lo pode gerar morte espiritual ou uma decepção lá na frente. Dar exemplos claros, de forma que todos possam compreender, pode salvar uma vida do engano das heresias, porém esta explicitação deve levar em conta que o mais importante é mostrar a verdade, e não, mostrar que o fulano-de-tal está errado. Há uma grande diferença entre evidenciar a verdade e difamar as pessoas. Por outro lado, existem casos em que simplesmente mostrar que um ensino é errôneo já basta, principalmente quando já há um entendimento, mesmo que inconsciente ou raso de que o ensino não condiz com as Escrituras ou quando se trata apenas de um deslize não tão grave e que pode ser cometido por qualquer um. Jesus nunca citou um nome específico referindo-se a heresias, porém várias vezes censurou os fariseus, saduceus, e até mesmo muitos discípulos que queriam segui-lo apenas para satisfazer seus desejos carnais (Jo 6).

2 – O criticar nem sempre é falta de amor:


O amor sempre evidencia a verdade (1 Jo 2.21). quem ama não quer ver quem se ama perder a vida eterna. Um verdadeiro servo de Deus sabe falar a coisa certa na hora certa com amor e compreensão (Cl 4.6), assim como sabe ouvir um bom conselho e ser humilde o bastante pra aceitá-lo e tentar mudar (Hb 3.13). Existem pessoas por aí afirmando serem apologetas, porém não demonstram amor por aqueles a quem criticam, assim como há verdadeiros apologetas cristãos achincalhados por tão somente apontarem erros doutrinários graves que evidenciam problemas em ministérios de pregadores ou cantores famosos. O grande problema, nesse caso, é que muitos acreditam que não precisam mudar por Deus estar "confirmando" o tal ministério por meio de milagres, vidas transformadas, etc.. Assim, que me perdoem, estão demonstrando não terem amor pelo Deus que pretensamente os chamou. Um servo de Deus sempre precisa mudar em algum aspecto, e para isso Deus chamou seus servos para anunciarem sua Palavra, quer lhes agradem ou não.



3 – Julgar nem sempre é errado;

Jesus ensinou que não devemos julgar de forma temerária, ou seja, que não devemos caluniar, dizer que o fulano-de-tal fez o que ele não fez, ou espalhar o erro do irmão, do qual já se tem provas, só por maldade (Mt 7.1-5). Quando o erro se torna rebeldia e está ameaçando a saúde espiritual de nossos irmãos em Cristo, não há outro jeito, se não explicitar, trazer à tona, porém com responsabilidade. Em outras passagens bíblicas vemos ordens explícitas de julgarmos e foi pra isso que Deus nos deu discernimento (Mt 18. 15-17).


Conclusão:

Apologética Cristã significa defesa do Evangelho. A Igreja por vezes teve de opor-se severamente contra heresias inclusive citando nomes ou grupos de heréticos. Os dias atuais pedem ações enérgicas da Igreja em relação à apologética, pois doutra forma, as heresias arrebatarão milhões de cristãos da sã doutrina. Deus nos deu discernimento para julgarmos com responsabilidade e amor.

"Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça." (João 7:2).

Em Cristo,

Clébio Lima de Freitas

sábado, 14 de janeiro de 2012

Tempos trabalhosos para a Igreja


Vivemos dias difíceis, nos diz as Escrituras (1 Tm 3.1-9). Pode parecer exagero, mas não houve, a meu ver, tempo mais cheio de dificuldades em se servir a Deus do que os dias atuais. Não digo isso apenas por estar assim escrito, mas por entender que o pecado jamais foi tão acessível e divulgado quanto hoje, nem o mundo, tão aberto ao mesmo. Historicamente há um decréscimo no senso comum de moralidade provocado pela propagação de ideias e hábitos “revolucionários” como a legalização do aborto, liberdade sexual (o que envolve homossexualidade, fornicação, adultério, divórcio, pornografia, pedofilia, etc..). Não é à toa que o Senhor Jesus afirmou que “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24.12), pois tudo isso está entrando sorrateiramente no seio da igreja e até mesmo da boca de ditos cristãos é possível ouvirmos defesas desses costumes mundanos. Mas não se engane, pois aquele que é de Cristo possui “a mente de Cristo” (1 Co 2.16). Junto com esses costumes mundanos, acrescentem-se as heresias e modismos que nos assolam e entorpecem, deixando-nos a falsa impressão de que vai tudo bem, de que é normal um “ungido” do Senhor ter posições equivocadas acerca mesmo de doutrinas cristalinas como a divindade de Cristo, a pessoalidade do Espírito Santo de Deus, ou a soberania de Deus, ou até mesmo que, se o tal “ungido” pode realizar milagres, Deus está aprovando seu ministério mesmo o tal estando em desacordo com sua Palavra. Não esqueçamos de que Jesus Cristo disse: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mateus 7:22-23). Sigamos o exemplo dos apóstolos que apresentavam a Cristo sempre como o cerne da mensagem (At 2; 1 Co 2.2). Amado em Cristo, quer um conselho? Se entregue a Cristo como se ele fosse voltar agora. Pregue a Palavra dele como que a moribundos. Peça a Deus um dom espiritual ou graça para servi-lo com os que ele já lhe deu. Estude a palavra como quem toma o último copo de água disponível no deserto. Adore a Deus com toda sinceridade e, se você sentir que não tem tanta sinceridade assim, conte a ele e o adore mesmo assim. É tempo de servir a Deus como nunca antes!

Antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;” (Hebreus 3:13)

domingo, 26 de junho de 2011

Meu posicionamento quanto ao PL 122/2006

O PL 122/2006 é o assunto do momento no meio evangélico brasileiro. Da autoria de Iara Bernardi, ex-deputada petista, o projeto de lei tenta aumentar as punições contra crimes de discriminação aos homossexuais. O texto da lei levanta questões polêmicas como a garantia da liberdade dos homossexuais de expressarem sua afetividade em público e a possibilidade de punições contra quem nega emprego, atendimento de serviços, etc. Na verdade, muita coisa do que é posto na lei já seria garantido pela constituição, mas agora os “crimes de homofobia” tem o mesmo caráter dos crimes de racismo. Entre os textos mais criticados pela classe evangélica temos:

Acrescenta também ao art. 20 o § 5º, com a seguinte redação: O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.”

Veja bem, se o homossexual, ao ouvir de alguém que homossexualismo é, de alguma forma, ruim. Se a argumentação for de ordem moral, filosófica, ética ou psicológica, mesmo que seja uma abordagem respeitosa, e se o homossexual se sentir violentado, constrangido, intimidado ou vexado, poderá recorrer à justiça. Ou seja, é um texto que gera várias interpretações. Como o mundo tende a contrariar qualquer tipo de moralismo, a pregação cristã será certamente interpretada como desobediência a essa lei. Se um casal homossexual tentar marcar um casamento numa igreja evangélica ortodoxa e o pastor não aceitar fazer o casamento, poderá ser preso. Se ele disser, numa pregação, que homossexualismo é pecado, poderá sim, ao contrário do que dizem, ser preso. É uma questão de interpretação. Outro trecho da lei diz: 

"Art. 8º-A Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1.º desta Lei."

Se um casal, homossexual ou não, entrar uma igreja (um local privado aberto ao público) e começar a se beijar ou a se acariciar, e o pastor pedir que o casal pare com o ato (já que isso seria considerado impróprio mesmo para um casal heterossexual), poderá ser preso por tentar impedir uma manifestação publica de afeto.

Tudo isso é claramente uma forma de impedir a liberdade de expressão religiosa, algo garantido pela constituição. Mas existem outras críticas à lei e é nesse ponto que quero chegar. Existe no Brasil evangélico um movimento a for da família e contra o PL 122/2006. Eu vejo isso com bons olhos, já que, se dependesse de mim, as famílias seriam todas heterossexuais, organizadas, onde os homens fossem verdadeiramente chefes de família, carinhosos com os filhos e as esposas, onde as mulheres fossem submissas e sábias, onde a Palavra de Deus fosse um norte, onde não entrassem drogas e as crianças fossem bem educadas e obedientes. Tudo isso seria ótimo, porém nem tudo são flores. As pessoas pecam e esse mundo sempre tenderá ao pecado mais que a servir a Deus (1 Jo 5.19). Sabemos também que, sempre que a igreja tentou dominar o mundo e impor o Cristianismo, o mundo não melhorou, muito pelo pelo contrário, piorou. A exemplo disso temos a dominação do Império Católico Romano onde a igreja se contaminou com a política e passou a matar pessoas e a enriquecer às custas do dinheiro de pessoas miseráveis e sem entendimento, exploradas pelo sistema religioso da época.

Na verdade, não é obrigação da igreja impor o Evangelho à força. A salvação é um evento sobrenatural e é somente pela ação do Espírito Santo de Deus que o homem natural decide obedecê-lo (Rm 8.1; 1 Co 5.17). Logo, não concordo com a atual investida da igreja brasileira para impedir o casamento homossexual. Isso só gerará ódio, conflitos e frustrações, já que essa é uma tendência mundial que se concretizará com o consentimento da igreja ou não. Outra coisa que considero extremado, é a tentativa de impedir a adoção de crianças por homossexuais. Mais uma vez digo, se dependesse de mim, as crianças seriam criadas por um pai e uma mãe, porém entendo que é melhor uma criança ser educada por dois “pais”, ou duas “mães”, do que ficar a infância toda em um orfanato, sendo educada muitas vezes por pessoas que não as amam ou que não tem tempo de dar afeto a tantas crianças ao mesmo tempo.

A formação da família nos moldes bíblicos, a necessidade de uma criança ter referências de um pai e uma mãe, a necessidade dos seres humanos de terem um companheiro do sexo oposto para serem verdadeiramente felizes, etc. podem ser defendidas por nós quando questionados sobre isso, mas repito, isso não pode ser imposto pela igreja, mas sim ser algo a ser aceito pelas pessoas através da pregação do Evangelho. Não vamos conseguir impedir que os homossexuais consigam se casar ou adotar crianças. Talvez consigamos isso por algum tempo, mas não para sempre. A pessoas devem ter liberdade para seguirem o caminho que quiserem, por mais que entendamos que escolher tais caminhos (como o do homossexualismo) não implica em realmente ser livre. Pra terminar, a PL 122/2006 possui pontos que considero importantes de serem combatidos pela igreja, no caso, os trechos que citei acima que tentam, de alguma forma, abrir uma brecha na constituição para perseguir a pregação cristã. Isso sim eu considero um motivo pra intervirmos de forma ativa na política. Continuemos combatendo os pontos errôneas do projeto de lei aludido, mas com coerência e amor, do contrário, não seremos ouvidos pela sociedade.

Respeitosamente,

CLF

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Alerta sobre os abaixo-assinados contra o PL122/2006

Tenho recebido muitos e-mails de cristãos bem intencionados repassando links de abaixo-assinados contra o PL122/2006. Não vou entrar em detalhes sobre o porquê de ser contra tal projeto de lei, até porque o assunto tem sido por demais discutido inclusive com textos ótimos de escritores como Ciro Zibordi, Augustus Nicodemus, entre outros. Minha intenção é alertar os autores desses abaixo- assinados de que a menos que nossas intenções sejam plenamente detalhadas nesses abaixo-assinados, não conseguiremos convencer a ninguém de que o tal projeto de lei está errado. Alguém pode estar se perguntando em que o texto desses abaixo-assinados está errado, bem, vou listar abaixo minhas considerações:

1 – Vivemos numa democracia e o Brasil é uma nação laica, logo não adianta mostrar trechos bíblicos para convencer o congresso. Devemos usar a constituição primordialmente, pois o congresso não é totalmente cristão e é em função da constituição que ele existe. A Bíblia pode ser usada como fomento de nossas afirmações, mas não é afirmando que “a Bíblia diz” que eles serão convencidos.

2 – Não adianta apenas dizer: "Não sou contra os homossexuais, mas contra o homossexualismo". Isso pega mal e até certo ponto é um paradoxo. Se você é contra o aborto, é contra quem prática aborto; se é contra a corrupção, é contra os corruptos; se é contra a prática homossexual, é contra os homossexuais. O grande problema é entender o que significa ser “contra” a prática homossexual. Devemos mostrar que nossa opinião é baseada em nossa fé em Cristo, que também ensina que devemos amar até mesmo nossos inimigos, quanto mais um pecador que não nos ofende diretamente com seus pecados.

3 – O texto de um abaixo-assinado deve explicar o motivo de nossa opinião contrária ao objeto do protesto, no caso, o PL122/2006. Sejamos explicativos. Mostremos que o projeto de lei agride a constituição no que tange às liberdades de expressão e religiosa, que não é pondo uma mordaça nas pessoas que nosso país será mais justo e democrático. Tenho visto textos nos cabeçalhos desses abaixo-assinados que não dizem nada a não ser: “Sou contra o PL122, sou contra o homossexualismo, não contra os homossexuais”. Isso é insuficiente pra convencer um ativista pró lei da homofobia.

4 – Texto de abaixo-assinado não combina com a destruição da Língua Portuguesa. Revise seu texto, veja se há concordância, se está usando bem o plural, se a grafia está correta, seu texto precisa estar perfeito pra ser respeitado.

Talvez exista algum problema que não tenha percebido, mas se observarmos esses aspectos, seremos mais respeitados pelo congresso e pelos que discordam de nós. Se estamos discutindo esse assunto tão importante, devemos ser claros e objetivos pra sermos compreendidos.

Cordialmente,

Clébio Lima de Freitas

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!


Mais um ano se finda e um novo se inicia. Assim é a vida, uma sequência de ciclos que se sucedem nos deixando as vezes com extrema alegria e as vezes com náuseas... Algumas promessas cumpridas e outras frustradas. Fica um sentimento de que poderia ter-se feito mais, mas também há um sentimento de que conquistou-se coisas importantes. Você também se sente assim? É, não somos perfeitos, sendo assim, enquanto pisarmos sobre este solo, sempre teremos a sensação de que precisamos melhorar. Neste novo ano, desejo a você o melhor que se possa desejar, muita paz, amor, alegria, e principalmente, que Deus nos ilumine a nos transforme a cada dia segundo a sua imagem. Se você tem esse desejo, desejo que você deseje mais ainda e se não tem, desejo que passe a ter e que viva a transformação que Deus reservou para aqueles que o conhecem! Feliz ano novo e feliz coração novo!

Em Cristo,

Clébio Lima de Freitas

domingo, 19 de dezembro de 2010

Uma resposta complicada para argumentos complicados de um kardecista


Caro Kerdecista,


Não sei se você já estudou Hermenêutica Bíblica, se não, vou dar-lhe uma das suas regras básicas de forma simplificada: Ao interpretar um texto, analise o contexto. Como já me disseram muitas vezes, um texto fora do contexto é pretexto... Percebo que vocês kardecistas gostam muito de usar a Bíblia contra a pregação cristã, mas por que, se vocês mesmos afirmam que a Bíblia não é a Palavra de Deus? Amigo, ou a Bíblia é a Revelação Especial de Deus aos homens, ou não serve para fundamentar argumentos em relação ao espiritual, pois neste caso, suas afirmativas seriam apenas fábulas, historinhas que os adultos contam para que as crianças tenham medo e os obedeçam. Minha concepção sobre as Escrituras é diferente, elas têm o poder de transformar as vidas de pecadores, revela fatos que ao longo do tempo se cumprem, logo não há porque eu duvidar que suas promessas ainda não cumpridas se cumprirão.

Vou responder-lhe baseado em seus argumentos chaves.

Primeiro argumento: Jesus defendeu a reencarnação.

Bem, não esqueça a regra da hermenêutica: Ao interpretar um texto, analise o contexto. Muitos já caíram em heresia por interpretar textos bíblicos sem analisar o que o resto da Bíblia diz sobre determinado fato, é por isso que existem tantas ceitas afirmando coisas sem sentido por aí e usando o nome de Jesus. Segundo você a Bíblia afirma que João Batista é a reencarnação de Elias. Veja, se você houvesse lido a história de Elias, saberia que ele foi arrebatado em vida aos céus, logo, ele não morreu, logo não pode ter reencarnado (2 Rs 2.11). Jé sei, você vai dizer: “que história absurda”, mas é isso que a Bíblia registra, esta Bíblia que você usa para defender a reencarnação. Quando Jesus afirma que João Batista é o Elias que havia de vir, estava se referindo ao seu ministério, que era bastante parecido, na verdade, o que os profetas estavam dizendo é que aquele que viria antes do Senhor para preparar o caminho teria as mesmas características de Elias, e como eles foram parecidos! Ora, se João batista fosse a reencarnação de Elias, como você defende, ele saberia, pois ela judeu e conhecia as profecias, mas interrogado se era Elias que ressuscitou, ele disse: Não sou (Jo 1.21).

Segundo argumento: É impossível que um corpo decomposto ressuscite.

Que coisa, a Bíblia diz que pode e Jesus diz que pode também. Essas são verdades pregadas por Jesus, se não crê, leia Mateus cap. 24, leia Apocalipse, leia os Profetas, leia a Bíblia, meu caro. O julgamento dos homens é um fato do qual nenhum pecador conseguirá fugir.

Terceiro argumento: Nascer de novo é reencarnar.

O encontro de Jesus com Nicodemos é um dos mais inspiradores. Nicodemos se confundiu quando Jesus disse que é necessário nascer de novo para poder entrar no Reino de Deus. Então Nicodemos pergunta se deveria entrar de novo no ventre de sua mão e nascer. Jesus pergunta retoricamente: “Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?” (Jo 3.10). Parece que os judeus não eram tão sabedores da reencarnação como vocês dizem, do contrário teria entendido seguindo esta sua linha de pensamento. Jesus disse: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”, logo não devemos entender essa afirmação levando para o lado carnal, mas para o espiritual, um novo nascimento espiritual, uma nova vida, tudo do zero, tudo de novo, sem culpa, sem pecados, pois Deus os perdoou e esqueceu-se deles, e doravante, vivendo uma nova vida, seu sangue nos purifica de todo pecado (1 Jo 1.7). De fato, Cristo nos faz nascer de novo em vida (1 Co 5.17).

Quarto argumento: Deus seria injusto em nos perdoar.

O que significa perdoar pra você? Para o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa significa:

1. Conceder perdão, absolver da pena.
2. Isentar de dívida.
3. Aceitar, suportar, tolerar.
4. Poupar.

Perece-me que perdoar significa deixar que seu devedor saia isento de lhe pagar uma dívida, se você exige algo, não é perdão. De fato, se Deus não tivesse a dádiva de perdoar, não nos pediria que perdoássemos nossos devedores, como Jesus faz no Pai Nosso: “Perdoa nossas dívidas como perdoamos nossos devedores”. Deus sempre dá o exemplo pra depois nos pedir que façamos. O perdão deve ser dado quando o devedor não possui a capacidade de pagar a dívida. Nós não somos capazes de pagarmos nossa dívida com Deus, somos pecadores e nossa natureza nos levará sempre em direção ao pecado, não importa quantas “vidas” vivamos (Rm 3.23). Viver este perdão de Deus é mais do que simplesmente afirmar que o recebeu, como diz 1 Co 5.17 que eu já citei: “Quem está Cristo nova criatura é”, isso é viver uma fé verdadeira, pois a fé verdadeira nos leva em direção a uma vida piedosa, quem não vive piedosamente não recebeu essa nova vida em Cristo.

Conclusão:

Essas palavras provavelmente vão ter um trabalhão pra perfurar tantos pedregulhos, mas se você sentiu algo diferente ao lê-las, sugiro que ore, como um irmão meu que você afirma ser, e peça a Deus que lhe revele a verdade e ponha toda esta parafernália de livros que você estuda de um lado e a Bíblia Sagrada de outro e analise os conteúdos e decida em aceitar as palavras do Mestre ou as de falsos mestres: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” (Mt 22.29).

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Você tem o direito de dizer: "Por que?".

A verdade, ou melhor, a busca pela verdade, movimenta o mundo. São tantas teorias, especulações e opiniões... Alguns ficam confusos, outros se exaltam afirmando deterem a verdade, mas a verdade é que ninguém sabe de tudo, logo não se pode impor uma forma de pensar.

Quer um exemplo?

Quantos já não afirmaram que Deus não existe? Mas ninguém jamais esteve em todos os lugares do mundo e ao mesmo tempo para poder afirmar com toda certeza: Não há Deus! Mas que ironia! Em todas as partes do mundo encontraremos alguém afirmando já ter encontrado a Deus, logo ele parece estar em todas as partes do mundo! Sabe, essa é a prova cabal de que uma forma de pensar jamais deveria ser imposta. Pensar é uma dádiva de Deus, logo é nosso direito pensar e quem pensa formará opiniões, sendo que as aceitará quem quiser. A questão é simples, ninguém deve ser forçado a seguir uma linha de pensamento e do mesmo modo ninguém deve ser forçado a abandonar sua linha de pensamento. Mas por que? Por causa da dúvida, por causa dos porquês.

Quer outro exemplo prático?

Homossexualismo e homofobia, duas palavras muito citadas atualmente. No meio da controvérsia estão os homossexuais que reclamam de preconceito, os que são heterossexuais, mas apoiam os homossexuais, os heterossexuais que são contra os homossexuais e agem de forma preconceituosa e outros como eu que são heterossexuais, são contra o homossexualismo por questões várias, mas não tratam os homossexuais com desrespeito, inclusive desenvolvendo amizades com alguns, como é o meu caso. Discordar é uma coisa, tratar com desrespeito é outra coisa. Os que são a favor do homossexualismo dizem que pessoas como eu são homofóbicas (vocábulo que significa ódio contra os homossexuais). Tratam-nos como homofóbicos, pois entendem que homossexualismo é algo nato e irreversível, logo não pode ser considerado anormal. Não obstante, pessoas como eu procuram expressar suas opiniões o mais branda e pacificamente possível, pois entendem que ser homossexual é uma escolha, apesar de algumas pessoas passarem a ser por experiências desagradáveis com o sexo oposto. Conheço uma mulher que decidiu ser lésbica depois de ter sido estuprada. Outro caso é o de uma aluna de minha mãe de alguns poucos aninhos de idade que odeia meninos, odeia mesmo, não quer nem chegar perto, e sua mãe é lésbica, logo, tem sido claramente instigada a odiar homens. Ao meu ver, qualquer prática baseada no ódio é ruim e deve ser tratado como anormal. Odiar homossexuais é errado, mas não é porque é ódio contra os homossexuais, é porque é ódio; o ódio é ruim e deve ser desestimulado seja ele por quem for. Se esses casos não forem doenças psicológicas, não sei o que são. Perceba, enquanto há pessoas por aí afirmando que homossexualismo é genético, outras decidem-se por serem homossexuais por causa de experiências desagradáveis, pelo menos em alguns casos é assim que acontece. Ao mesmo tempo em algumas igrejas, homossexuais se convertem e abandonam a prática homossexual, dando-nos a prova de que a prática é reversível, mas a pregação cristã é muito “politicamente incorreta” pra que tais dados sejam divulgados.

O que podemos tirar disso tudo? Existem preconceitos em relação aos homossexuais assim como existem homossexuais querendo deixar a prática e daí se tira que nossos conceitos são limitados pela informação que temos até o momento. Logo, não despreze opiniões contrárias, pois elas podem estar certas ou erradas. Se estiverem certas, você estará afundando no abismo da ignorância e se estiverem erradas você perderá a oportunidade de mostrar a verdade através de uma discussão sadia.

Você discorda de mim? Dê graças a Deus, meu amigo, pois ainda temos o livre acesso à discordância e à defesa de nossas ideias. Você pode fazer a seguinte pergunta: "Por que?".

Cordialmente e em homenagem a todos os homossexuais que discordam de mim,

Clébio Lima de Freitas
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